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| 'Westworld', o pai de 'Jurassic Park' |
Westworld, Onde Ninguém tem Alma, de Michael Crichton, é uma pequena pérola trintona da ficção científica. O filme, feito em 1973, é ancestral direto do romance "Parque dos Dinossauros", escrito por Crichton e levado às telas por Steven Spielberg. A premissa das duas histórias é praticamente a mesma. Westworld nos apresenta Delos, um parque de diversões temático para adultos, onde o público experimenta as emoções de viver na Europa medieval, na Roma antiga ou no velho oeste americano. Os três mundos são recriados nos mínimos detalhes históricos e povoados por robôs perfeitos, quase impossíveis de se distinguir dos seres humanos. Só que, naturalmente, algo sai errado e tudo fica fora de controle, pondo em risco a vida dos hóspedes.
Parece que esse caos tecnológico é um dos temas favoritos de Michael Crichton. Mais conhecido por seus romances de ação, aventura e ficção científica - como "O Enigma de Andrômeda", "O Homem Terminal", "Sol Nascente", "Congo", "Esfera", além de "Parque dos Dinossauros" - Crichton também fez uma interessante carreira como diretor de cinema. Incomodado com as versões que outros cineastas faziam de seus livros, ele foi para Hollywood e arregaçou as mangas por trás das câmeras, dirigindo Coma (1978, com Michael Douglas e Geneviève Bujold), O Primeiro Assalto do Trem (1979, com Sean Connery e Donald Sutherland) e Runaway, Fora de Controle (1984, com Tom Selleck), entre outros filmes.
Westworld, Onde Ninguém tem Alma é seu primeiro trabalho no cinema e traz Yul Brynner como um implacável pistoleiro andróide, uma homenagem ao seu personagem de Sete Homens e um Destino. O pistoleiro-robô de Brynner é a clara matriz dos replicantes de Blade Runner e do T-800 de Arnold Schwarzenegger em O Exterminador do Futuro, e tão ameaçador quanto o atual governador da Califórnia.
Apesar dos figurinos, cortes de cabelo e maneirismos típicos da primeira metade dos anos 1970, o filme não envelheceu. Fora o sangue cenográfico gritantemente artificial (talvez o único "pecado" do filme), Westworld continua divertido e perturbador. Sem dúvida um ótimo programa para quem curte ficção científica e aventura. (Oswaldo Lopes Jr)
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