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A expectativa de 'The Edukators'

Uma rica família de Berlim volta de férias e encontra sua casa transformada em um caos. Todos os móveis foram tirados do lugar. A estátua caríssima está dentro da privada e o aparelho de som na geladeira. No meio da sala de estar, em cima de uma pilha de móveis formando uma construção digna de Salvador Dalí, um bilhete: “Você tem dinheiro demais”, Assinado por The Edukators – os educadores. A cena de abertura do filme de Hans Weingartner nos apresenta a esse grupo de idealistas, formado por Jan (Daniel Brühl, de Adeus Lênin, que também está em cartaz no festival com Pra que serve o amor só em pensamentos), Peter (Stipe Erceg), e mais tarde por Jule (Julia Jentsch), a namorada de Peter.
 
Jan e Peter são ativistas de esquerda que não se contentam em participar de protestos contra o capitalismo e a globalização. Invadem casas de pessoas ricas e deixam mensagens agressivas, como na cena inicial. Enquanto Peter viaja, a namorada e o amigo decidem fazer uma incursão por conta própria, na casa de um milionário a quem Jule deve dinheiro. A tensão sexual que surge entre os dois acaba criando probelmas. Quando o dono da casa chega e os surpreende, eles se vêem obrigados a seqüestrá-lo, com a ajuda do recém-chegado Peter, e levá-lo para uma cabana nas montanhas. Lá, os três terão que resolver o que fazer com o refém e lidar com o inevitável triângulo amoroso.

Não são apenas os personagens de The Edukators (Die Fetten Jahre sind vorbei, Alemanha, 2004) e suas idéias que são jovens. Tudo no filme cheira a juventude. Das imagens em digital, feitas quase inteiramente com uma inquieta câmera na mão, à trilha sonora (a versão de Jeff Buckley para Hallelujah, de Leonard Cohen, "gruda" na cabeça do espectador). As discussões que surgem entre os seqüestradores idealistas e o refém milionário jogam de maneira bastante interessante com o conflito de gerações. O filme é o segundo longa de Hans Weingartner e foi selecionado para competição no Festival de Cannes deste ano. (Felipe Sholl).

Leia também a entrevista do diretor Hans Weingartner.

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