Quem passou a infância diante da televisão comendo Cremogema e Mandiopã, e bebendo Crush e Grapette, vai se emocionar novamente. Quem nunca viu vai se divertir a valer. Pois a partir de hoje, e até o fim de semana, o Odeon BR exibe os velhos seriados de Irwin Allen, sempre nas sessões de meia-noite. Detalhe: serão exibidos os episódios-piloto das respectivas séries.
O Túnel do Tempo (1966-67) fez muito guri se apaixonar por História, mesmo com seus erros gritantes e situações fantasiosas. O episódio "Volta ao Passado" será exibido hoje, mostrando como tudo começou. Em uma base militar americana escondida no deserto - na linha da mitológica Área 51 - uma máquina do tempo experimental está prestes a ter seu orçamento cortado pelo governo. Para provar que o projeto é funcional, o cientista Tony Newman entra na máquina e vai parar à bordo do transatlântico RMS Titanic, em sua fatídica viagem inaugural. Para salvá-lo da morte certa, Doug Phillips, outro cientista do projeto, entra no túnel e vai até lá. Depois dessa aventura a dupla fica pulando de época em época, passando pelo ataque a Pearl Harbor na Segunda Guerra e por outros destinos inesperados.
Amanhã é a vez de Terra de Gigantes (1968-1970), com o episódio "O Desastre". Num futuro incerto, um grupo de sete exploradores atravessa uma dobra espaço-temporal e vai parar num mundo semelhante ao nosso século 20, porém onde tudo – incluindo a população – é vinte vezes maior em tamanho. Lá eles tentam sobreviver às ameaças e voltar à sua dimensão original.
Para quem gostava de TV até debaixo d'água, Viagem ao Fundo do Mar (1964-68) era a melhor pedida. Baseado num longa-metragem de 1961 de Irwin Allen, com Walter Pidgeon, Joan Fontaine, Peter Lorre e Barbara Eden (a Jeannie, de Jeannie É um Gênio), a série conta as aventuras do submarino nuclear experimental, o Seaview, e de sua tripulação, liderada pelo almirante Nelson e pelo Capitão Lee Crane.
No episódio "Onze Dias para Zero" - que será exibido na quinta-feira, dia 30 - o almirante Nelson e seus comandados enfrentam uma tsunami - uma onda gigantesca que ameaça destruir os Estados Unidos - com uma detonação nuclear, em local e hora precisas. Após essa aventura de proporções atômicas, o Seaview tem de lidar com as ameaças mais diversas, como espiões, agentes secretos, polvos e anêmonas gigantes, monstros marinhos desconhecidos, fantasmas, robôs e até mesmo múmias.
Talvez a mais popular das séries de Allen, Perdidos no Espaço (1965-68) invade a tela do Odeon na sexta-feira, dia 1º de outubro. Quem não se lembra das armações do Dr. Zachary Smith - que deu nome a uma famosa boate carioca nos anos 90 - e do robô repetindo "perigo! perigo!"? Pois para quem tem memória fraca ou fortes saudades, o Odeon exibe os episódios O Clandestino Teimoso (o primeiro que foi ao ar) e No Place to Hide (piloto da série, que permaneceu inédito, sem robô ou Dr. Smith).
A família Robinson é mandada ao espaço numa missão na nave Júpiter 2. Entretanto, o Dr. Zachary Smith, um agente secreto inimigo, tenta sabotar a missão e acaba preso a bordo. O Júpiter 2 sai de sua rota e fica irremediavelmente perdido no espaço, onde o grupo vive as mais bizarras aventuras. A primeira das três temporadas foi ao ar em preto e branco e considerada mais séria. As demais, coloridas, eram voltadas para o público infanto-juvenil.
O Festival do Rio promete noites de insônia para os nostálgicos e videomaníacos. Pena que não existe mais drops Dulcora e lanche Mirabel para alimentar a platéia. Em tempo: apesar de terem sido exibidos no Brasil em preto e branco, a maioria foi produzida em cores. (Oswaldo Lopes Jr)
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